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Sentidos e Sensações

Sou enfermeira de profissão e amo o que faço. Vai daí, decidi criar este blog. Um local onde se pode encontrar informação no domínio da saúde, com informação para todos!

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17
Nov16

Métodos de Contracepção de Emergência

Rafaela C. Ferreira

A contracepção de emergência são os métodos contraceptivos, que podem ser usados pelas mulheres, nos primeiros dias depois de uma relação sexual não protegida ou quando um dos outros métodos de contracepção falhou.

 

Muitas vezes são chamadas de “pílula do dia seguinte” ou “pílula pós-coitais”. Estas denominações não têm em conta o seu uso correcto e devem ser abandonadas, já que a contracepção de emergência pode ser tomadas até três dias depois da relação sexual desprotegida. As denominações acima referidas podem induzir a ideia der que este tipo de contracepção apenas seria eficaz logo após a relação desprotegida, excluindo muitas mulheres que poderiam utilizar a contracepção de emergência com sucesso. Além do mais, o termo também não tem em conta a importante mensagem que as pílulas contraceptivas de Emergência não devem ser utilizadas regularmente, mas destinam-se ao uso de “emergência”.

 

Os mais comuns são:

Hormonais:

  • Doses elevadas da pílula contraceptiva combinada contendo, etinilestradiol e levonorgestrel;
  • Doses elevadas de pílulas só com progestativos;
  • Dispositivos intra-uterinos (DIU) com cobre.

 

Se uma mulher já ultrapassou o prazo de 72 horas para a toma das pílulas contraceptivas, pode, ainda inserir um DIU com cobre.

As pílulas devem ser iniciadas nas 72 horas após as relações sexuais não protegidas, enquanto que o DIU pode ser inserido até cinco dias.

É um método altamente eficaz que tem a vantagem de assegurar também uma contracepção regular eficaz por longo tempo.

Este método exige que a utente tenha um acesso fácil e rápido a uma consulta médica, para a inserção do DIU.

 

Mas a sua inserção tem de ser precedida de:

  • Exclusão definitiva da existência de gravidez (porque a utente pode referir que teve relações sexuais à cinco dias, mas estas terem ocorrido à mais tempo);
  • Exclusão de risco de doenças transmissíveis sexualmente (contra-indicação para a utilização do DIU)
  • Ausência de contra-indicações ao uso de DIU.

 

Como já foi referido anteriormente existem dois tipos de pílulas contraceptivas de emergência as pílulas combinadas (método de Yuzpe), que pode ser feito de duas formas:

  • Utilizando as pílulas contraceptivas de uso regular (4 pílulas nas primeiras 72 horas, seguidas de 4 pílulas 12 horas mais tarde.
  • Utilizando as pílulas especialmente acondicionadas para a contracepção de emergência (cada embalagem tem 4 pílulas, são tomadas 2 pílulas nas primeiras 72 horas, seguidas de 2 pílulas 12 horas depois).

 

Existem também outro tipo de pílulas contraceptivas de emergência, as pílulas só com progestativos, onde cada embalagem tem 2 pílulas, a primeira tomada dentro das 72 horas depois da relação sexual e a segunda pílula 12 horas depois.

 

Este último método tem uma eficácia superior ao método de Yuzpe e está associado a uma redução dos efeitos secundários (náuseas e vómitos).

 

Uma mulher que vai utilizar este tipo de contracepção deve ter em atenção que:

  • Mesmo com a contracepção de emergência, existe ainda uma hipótese de engravidar. Caso engravide não há razões para temer leões no feto (não é teratogénico);
  • Não deve tomar mais pílulas do que o método requer, já que aumentará a intensidade dos efeitos secundários, sem aumentar a eficácia;
  • Os efeitos secundários mais comuns são náuseas e vómitos;
  • Deve beber leite ou comer uma pequena refeição com as pílulas, para reduzir as náuseas. A decisão da hora adequada para a primeira toma é importante, para que a segunda toma (12 horas depois), não seja a meio da noite. No entanto, a primeira dose não deverá ser atrasada desnecessariamente, já que a eficácia pode diminuir com o decorrer do tempo;
  • A dose tem de ser repetida se ocorrerem vómitos dentro de duas horas depois da toma.

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